O Que É Marketing Jurídico e o Que a OAB Permite em 2026

    7 min de leituraPor Guilherme Zen Bertolazzi

    Marketing jurídico é o conjunto de estratégias para atrair e fidelizar clientes dentro das regras da OAB. Saiba o que é permitido, o que é proibido e como usar isso a favor do seu escritório.

    O marketing jurídico deixou de ser tabu. Cada vez mais advogados e escritórios de advocacia percebem que ter um bom trabalho técnico , é preciso ser encontrado pelos clientes certos, no momento certo.

    Mas existe uma dúvida que paralisa muitos profissionais: o que a OAB realmente permite?

    Neste artigo você vai entender o que é marketing jurídico, quais estratégias são permitidas pelo Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB, o que é proibido e como estruturar uma presença digital sólida sem correr riscos éticos.

    O que é marketing jurídico?

    Marketing jurídico é o conjunto de estratégias e ações de comunicação que um advogado ou escritório utiliza para:

    • Aumentar a visibilidade perante o público-alvo
    • Posicionar-se como referência em uma área do direito
    • Atrair consultas e novos clientes de forma orgânica
    • Fidelizar clientes atuais e gerar indicações
    Diferente do marketing tradicional, o marketing jurídico opera dentro de um conjunto específico de regras éticas estabelecidas pela Ordem dos Advogados do Brasil, o que o torna mais estratégico e baseado em autoridade do que em apelo comercial direto.

    O Provimento 205/2021: o que mudou?

    Em 2021, o Conselho Federal da OAB publicou o Provimento 205/2021, que atualizou as diretrizes de publicidade e captação de clientela para advogados. O documento substitui o antigo Provimento 94/2000 e adapta as regras à realidade digital.

    As principais mudanças foram:

    • Permissão explícita para uso de redes sociais com fins informativos
    • Possibilidade de criar sites e blogs com conteúdo jurídico
    • Autorização para anunciar em plataformas digitais com restrições
    • Definição mais clara sobre o que configura captação indevida

    Pronto para captar mais clientes de forma ética e previsível?

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    O que é PERMITIDO pela OAB

    1. Produção de conteúdo educativo

    Artigos, vídeos, posts em redes sociais e podcasts que informam e educam o público são totalmente permitidos. Um advogado trabalhista pode, por exemplo, explicar como funciona o processo de rescisão indireta: isso gera autoridade sem ferir o código de ética.

    2. Site profissional

    Ter um site com informações sobre o escritório, áreas de atuação, currículo dos sócios e formas de contato é não apenas permitido como recomendado. O site é a base de toda estratégia digital.

    3. Perfis em redes sociais

    Instagram, LinkedIn, YouTube e outras plataformas podem ser usadas para divulgação de conteúdo informativo. É onde a maioria dos clientes pesquisa antes de entrar em contato.

    4. Google Meu Negócio

    Cadastrar o escritório no Google Meu Negócio é permitido e essencial para aparecer nas buscas locais, especialmente para quem atende presencialmente.

    5. Anúncios pagos com restrições

    É possível anunciar no Google Ads e Meta Ads, desde que os anúncios não façam promessa de resultado, não usem linguagem sensacionalista e não caracterizem captação vedada.

    6. E-mail marketing para clientes

    Comunicações por e-mail para clientes existentes ou pessoas que voluntariamente forneceram contato são permitidas.

    O que é PROIBIDO pela OAB

    1. Captação ativa de clientes

    Abordar diretamente pessoas em hospitais, delegacias, fóruns ou qualquer local com o intuito de oferecer serviços jurídicos é estritamente proibido, inclusive por mensagem direta nas redes sociais para desconhecidos.

    2. Promessa de resultado

    Frases como "garantimos a vitória" ou "você vai ganhar sua causa" violam o código de ética e podem gerar processo disciplinar.

    3. Tabela de preços públicas

    Divulgar honorários publicamente não é permitido, exceto em situações específicas.

    4. Sensacionalismo

    Títulos como "O maior especialista em direito criminal do Brasil" ou exploração de casos trágicos para autopromação ferem as normas éticas.

    5. Participação remunerada em indicações

    Acordos de comissão com outros profissionais pela indicação de clientes são vedados.

    6. Uso de fotografias com togas em publicidade

    Imagens em traje de trabalho em contextos claramente publicitários (e não informativos) são questionáveis e devem ser evitadas.

    Como estruturar uma estratégia de marketing jurídico eficiente

    Dentro das regras da OAB, é possível construir uma estratégia robusta com três pilares:

    Pilar 1: Posicionamento e nicho

    Advogados que se especializam em uma área específica (direito do consumidor, trabalhista, imobiliário, empresarial) constroem autoridade mais rapidamente. O cliente que pesquisa "advogado trabalhista em Ribeirão Preto" já chegou até você com intenção clara.

    Pilar 2: Conteúdo estratégico

    Produzir conteúdo que responde as dúvidas reais do seu cliente ideal é a forma mais ética e eficiente de ser encontrado. Um blog com artigos sobre seus temas de atuação posiciona o escritório no Google e nas IAs de busca como ChatGPT e Perplexity.

    Pilar 3: Relacionamento e reputação

    Avaliações no Google, depoimentos de clientes satisfeitos e indicações orgânicas são os ativos mais valiosos de um escritório. Uma estratégia de marketing jurídico bem feita alimenta constantemente esse ciclo.

    Marketing jurídico aplicado

    Marketing jurídico funciona para qualquer tipo de escritório?

    Sim, desde solos até bancas com múltiplos sócios se beneficiam de uma presença digital bem construída. A diferença está na escala e nos objetivos:

    • Advogado solo: o foco é ser encontrado localmente e construir autoridade pessoal
    • Escritório boutique: posicionamento de nicho e geração de leads qualificados
    • Banca estruturada: branding institucional e captação de clientes corporativos

    Conclusão

    O marketing jurídico, quando feito dentro das diretrizes da OAB, é uma ferramenta poderosa para qualquer advogado que queira crescer de forma sustentável. O ponto central é simples: informar, não vender. Quando um profissional educa seu público, a autoridade se constrói naturalmente, e os clientes chegam.

    Se você quer entender como isso funciona na prática para o seu escritório, conheça o Método ADV da Motus, desenvolvido especificamente para advogados.

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    Aviso: as informações sobre o Provimento 205/2021 e o Código de Ética da OAB apresentadas neste artigo são orientações gerais de marketing, não aconselhamento jurídico. A interpretação de certas normas varia entre seccionais e pode mudar ao longo do tempo. Antes de aplicar qualquer estratégia descrita aqui, confirme com a sua seccional da OAB ou com um advogado especializado em ética profissional, pois o descumprimento pode gerar representação disciplinar.

    Dentro dessas normas, muitos escritórios conseguem migrar para um posicionamento premium com honorários mais altos. Tudo isso parte do entendimento básico de o que é marketing jurídico e por onde começar.

    Perguntas frequentes

    O que é marketing jurídico?+
    Marketing jurídico é o conjunto de estratégias de comunicação e posicionamento que advogados e escritórios utilizam para aumentar visibilidade, atrair clientes e construir autoridade em suas áreas de atuação, sempre dentro das normas éticas da OAB.
    O marketing jurídico é permitido pela OAB?+
    Sim. O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB regulamenta a publicidade e o marketing jurídico, permitindo produção de conteúdo, sites, redes sociais, Google Meu Negócio e anúncios com restrições. O que é proibido é a captação ativa de clientes, promessa de resultado e sensacionalismo.
    Advogados podem anunciar no Google e Instagram?+
    Sim, com restrições. Anúncios pagos são permitidos desde que não façam promessa de resultado, não usem linguagem sensacionalista e não caracterizem captação vedada pelo código de ética da OAB.
    Qual é a diferença entre marketing jurídico e captação vedada?+
    Marketing jurídico permitido é baseado em informação, educação e posicionamento de autoridade. Captação vedada é a abordagem direta e proativa de potenciais clientes em situação de vulnerabilidade ou por mensagem direta, oferecendo serviços jurídicos.

    Escrito por

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    Guilherme Zen Bertolazzi

    Fundador — Motus Marketing

    Fundador da Motus Marketing, empresa especializada em marketing jurídico criada na USP de Ribeirão Preto. Atuação em mais de 30 escritórios de advocacia em todo o Brasil.

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